Cavaleiro internacional Filipe Canelas Pinto no CEIA

Cavaleiro internacional Filipe Canelas Pinto no CEIA

O cavaleiro de Dressage esteve no CEIA como júri da prova do passado fim-de-semana e a pouco tempo da sua partida para os europeus da modalidade e foi alvo de uma entrevista.

Filipe, qual a sua opinião sobre o CEIA?

O CEIA nem parece ser uma coisa muito portuguesa… Entramos aqui e parece que estamos noutra dimensão. Tudo está no sítio certo. Pode até haver pequenas coisas a rever mas no seu todo estas instalações têm uma qualidade elevada, tanto para o público, como para os cavaleiros e para os cavalos. É muito positivo o seu aparecimento.

No que à Dressage diz respeito o que é que o CEIA pode vir a ajudar?

É uma mais-valia muito grande pois temos agora mais um espaço para montar no inverno. Só na última década é que apareceram picadeiros que permitiram a prática nesta altura do ano. Até aí a Dressage iniciava-se em Abril e acabava em Novembro.

De então para cá nota-se muita evolução?

Sim claro, pois permite a continuação das provas e a preparação da nova época nos meses de Dezembro e Janeiro.
Antes disto, nós, os cavaleiros internacionais, começávamos a fazer provas, nomeadamente a Rota do Sol, em finais de Fevereiro, sem qualquer competição há muitos meses. Felizmente agora já não é preciso sair muito desta zona para encontrar alguns espaços que nos permitem competir.

Pode assim atrair mais jovens também?

Espero que sim. Na Dressage não tem havido um grande número de cavaleiros porque entre os que aparecem e os que vão saindo vêm-se igualando. Mas, ainda assim, o facto de não se ter baixado o número de atletas já é bom.

Daniel Pinto em conversa connosco, defendeu um sponsor único para a Dressage, que permita fazer com que haja prémios monetários, concorda?

Isso é o que já existiu com a Taça de Portugal, um conjunto de quatro provas mais uma final em que havia prémios monetários. É, na realidade aquilo que se pretende, é aquilo que precisamos.

Cativaria assim mais gente nova?

Acredito que, pelo menos nessas provas, haveriam mais atletas.

O Filipe é cavaleiro internacional, está neste momento seleccionado e quase a caminho do Europeu. Quais são as expectativas?

A expectativa da equipa é ficar nos 9 primeiros. O melhor que se conseguiu, penso que foi 11º ou 12º mas acho que vamos conseguir entrar nos 10 primeiros. Claro que neste desporto se depende muito dos cavalos e basta uma noite mal dormida para alterar tudo, mas temos um conjunto a pontuar regularmente acima do que havia há uns anos atrás e isso dá-nos esperança de subir na classe. Também temos que ter alguma sorte.

E qual o seu objectivo pessoal para este Europeu?

Espero passar ao Grande Prémio Especial.

A preparação para os Jogos Olímpicos está prestes a iniciar-se. Tem objectivos pessoais de lá chegar?

É sempre uma possibilidade. Sou cavaleiro, continuo a montar, continuo a fazer provas, por isso é uma possibilidade e é uma coisa que quero e para a qual trabalho, mas as coisas não são fáceis. Para ir aos Jogos Olímpicos há que fazer investimentos específicos, o que fica muito caro ou então temos que encontrar um sponsor, o que é muito difícil. Repare que vamos ao Europeu à nossa custa porque o que a FEP pode ajudar é pouco. Apesar de que esse pouco é muito bem-vindo.

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