O garanhão «Opus» de ferro Veiga, nasceu há 40 anos

O garanhão «Opus» de ferro Veiga, nasceu há 40 anos

Faz agora 19 anos que tive a oportunidade de acompanhar o retorno a Portugal do famosíssimo garanhão “Opus” de ferro Veiga, nascido em 1972 e que durante largos anos, sob a monte do rejoneador Álvaro Domecq alcançou enormes êxitos pelas praças de toiros de todo o Mundo onde passeou a sua classe e extraordinária capacidade como cavalo de toureio.

Após 1985, ano da retirada deste rejoneador, passou a cavalo de confiança de seus filhos Alvaro e Luis que então se iniciavam como figuras do toureio a cavalo e comentei:

“Para a maioria das coudelarias uma das preocupações fundamentais situa-se na escolha do garanhão indicado para uma selecção qualitativa em função dos objectivos pretendidos”.

Foi na sequência dessa procura que surgiu a possibilidade de aquisição por parte dos criadores de cavalos Puro Sangue Lusitano, Luis Pidwell e Pedro Ferraz da Costa, do cavalo “Opus”, a Álvaro Domecq. Este excelente exemplar Lusitano, oriundo da coudelaria Manuel Veiga, à época com uma idade avançada de 21 anos, participou em 516 corridas de touros, 48 das quais em Portugal.

Não se podia deixar cair no esquecimento o quanto contribuíram os cavalos “Veiga” para o toureio a cavalo, e esta será uma certeza numa coudelaria onde o nobre sangue do “Lusitano” manifestou todas a as suas potencialidades como animal temperamental e de forte expressão taurina.

As negociações para compra deste famoso garanhão foram complexas, pois a Domecq também não agradava o facto de ver partir o seu companheiro de triunfos, mas o acordo acabou por surgir e igualmente os valores da transação falaram mais alto!

Nesse momento já “Opus” possuía uma enorme prole de filhos com iguais características como cavalos de toureio, ultrapassando por vezes a “maestria” do progenitor e o seu retorno ao país que o vira nascer rodeou-se de alguma “pompa e circunstância”. Seria o próprio Alvaro Domecq quem entregaria este cavalo aos novos proprietários numa cerimónia que teve lugar na fronteira de Vila Verde de Ficalho / Rosal de la Frontera, ao que se seguiu um lauto repasto na herdade de Luis Pidwell, onde se reuniu a nata dos criadores de cavalos e comunicação social.

Assim culminou uma nova etapa na evolução e manutenção das características próprias do Puro Sangue Lusitano naquilo que de mais genuíno existe.

Jorge Gouveia da Costa

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