VI Campeonato da Europa – Equitação de Trabalho (60)

PATERNA LA RIVERA (ESP) 14-16.09.2001Engº João Ralão DuartePortugal Campeão da Europa por equipas pela quarta vez. Individualmente, apesar de termos metido cinco cavaleiros nos sete primeiros lugares, não conseguimos o título individual ganho por Alfonso Martin (Esp).Decorreu no passado mês de Setembro em Paterna la Rivera (Esp), o VI Campeonato da Europa de Equitação de Trabalho. Portugal apesar de apresentar uma equipa muito homogénea tinha contra si o facto de o Campeonato ser em Espanha (o nosso principal adversário), país que contava com dois juizes, de um júri composto por cinco elementos.A equipa portuguesa estagiou no Equuscentri na semana anterior, e este trabalho efectuado com o seleccionador nacional Francisco Cancela de Abreu permitiu que a equipa partisse de Portugal com todas as esperanças de conseguir superar as inúmeras dificuldades que iríamos encontrar.Essas dificuldades foram logo confirmadas na Prova de Ensino, onde os espanhóis conseguiram classificar quatro conjuntos nos seis primeiros lugares. Paulo Santos (3º) e Bento Castelhano (4º), foram os nossos melhores elementos.Por equipas, e ao fim desta prova a Espanha liderava com 68 pontos seguida de Portugal com 59.A Prova de Maneabilidade foi totalmente dominada pelos portugueses, que colocaram 5 concorrentes nos seis primeiros lugares: Ricardo Moura Tavares (1º), Bento Castelhano (3º), Paulo Santos (4º), Pedro Torres (5º) e Joaquim Salvador (6º). João Lynce teve algum azar e foi eliminado nesta prova.No fim desta prova, Portugal liderava com 125 pontos seguido de Espanha com 110 e de França com 74.Na Velocidade, Pedro Torres tal como em 2000 voltou a vencer, desta feita com o Oxidado e demonstrando que é neste momento o cavaleiro mais rápido da Europa. Surpreendentemente o espanhol Alfonso Martin obteve o 4º lugar à frente de Ricardo Moura Tavares sagrando-se Campeão da Europa com 78 pontos.Nesta prova, por equipas, a Itália venceu (96 pontos), seguida de Portugal (94,5) e Espanha (75). Na geral e ao fim de três provas, Portugal comandava com 35,5 pontos de vantagem sobre Espanha e 75,5 sobre Itália.No final e a nível individual os portugueses obtiveram as seguintes classificações:Ricardo Moura Tavares – 2º lugar – repetiu o lugar de 2000, e demonstrou grande regularidade, tendo quanto a nós sido um pouco penalizado na Prova de Ensino. De qualquer modo é um cavaleiro de 17 anos, já com dois títulos de vice-campeão da Europa e com grande futuro à sua frente.Pedro Torres – 3º lugar – conforme já mencionamos, é o cavaleiro mais rápido da Europa. Esteve um pouco aquém das suas capacidades na prova de Ensino o que lhe retirou as possibilidades de lutar pelo título.Paulo Santos – 4º lugar – desceu um lugar em relação a 2000, mas demonstrou que continua a ser um concorrente muito regular, evidenciando constantes progressos na sua montada.Bento Castelhano – 6º lugar – quando entra para as provas é dos tais concorrentes que ‘cresce’ superando com a sua qualidade de cavaleiro, experiência e garra as dificuldades apresentadas pelas suas montadas. Surpreendentes os 3º e 4º lugares conseguidos no Ensino e Maneabilidade.Joaquim José Salvador – 7º lugar – dá-se melhor quando não está submetido a grandes pressões. Este ano um lugar no pódio não lhe era exigido, pelo que conseguiu actuações meritórias em todas as provas que o conduziram a esta honrosa classificação.João Lynce – 10º lugar – o único debutante da equipa em Campeonatos da Europa, tendo o cavalo e cavaleiro acusado um pouco esse facto. De qualquer modo e não fora a eliminação na Prova de Maneabilidade teria conseguido um lugar a rondar o 5º.A Prova da Vaca não correu especialmente bem para as cores nacionais, dado que ficámos em 3º lugar a par de França, mas que mesmo assim não nos tirou o título de Campeões da Europa 2001.Classificação geral final, por Equipas:O juiz Rui Rosado teve uma actuação bastante positiva, mostrando conhecer bem o Regulamento e tendo tido parte bastante activa na resolução de alguns problemas levantados durante a Prova.Este Campeonato demonstrou que Portugal continua não só, a ter o grupo de cavaleiros mais homogéneo, mas também que ao nível de organização da modalidade está bastante mais avançado que os outros países.Esperamos que em 2002, quando o Campeonato for realizado em Portugal, e que segundo parece vai deixar de ser Europeu para passar a ser Mundial (com a entrada do Brasil, México e Inglaterra), consigamos uma organização perfeita que deixe todos os participantes satisfeitos, o que não aconteceu nos dois últimos europeus (Itália e Espanha). Também fazemos votos para que durante o próximo ano seja instituído um Regulamento Internacional de Equitação de Trabalho, com uma correcta definição de critérios, o que só ajudará na evolução da modalidade.

Categorias: Artigos