Os «Luso-Totilas»

Os «Luso-Totilas»

Por Rodrigo Coelho de Almeida

Um empresário é reconhecido pelo arrojo e forma inovadora como estimula a apetência e necessidade dos consumidores, fomentando a procura. Seguramente que este é um dos segredos do sucesso da família Ortigão Costa, nas suas inúmeras atividades empresariais. Felizmente a criação de cavalos Ortigão Costa constitui um dos ramos dessa gigantesca árvore empresarial de cariz familiar. Ao ter investido em 2011 na compra de sémen do mais famoso e comentado cavalo da atualidade da Dressage Internacional, para algumas das suas Lusitanas, Jorge Ortigão Costa inovou, e apostou um acreditar sem limites no potencial genético de mães Lusitanas, para proporcionar frutos de envergadura internacional, com a chancela do feeling e carisma associado ao Totilas.

Produtos totalmente “made in Portugal”! Esta inovação simboliza para os pessimistas, os puristas, e os conservadores que não acreditavam no sucesso da “epopeia” de Jorge Ortigão Costa, a personagem criada por Luís de Camões no canto IV da sua obra “Os Lusíadas”, isto é, a figura do Velho do Restelo. Se as admoestações do Velho do Restelo tivessem sido ouvidas, o Brasil não teria sido descoberto pelos navegadores portugueses! Assim, deslocámo-nos à Azambuja com grande expectativa e positivismo, para ver os muito comentados Ortigões, filhos do Totilas, agora com um ano de idade. Aos poucos, e acompanhados do dinamismo e paixão que caracterizam o gosto que Jorge Ortigão Costa nutre pela criação e equitação, lá foram soltos, um a um, e em liberdade no picadeiro exterior, os quatro machos e seis fêmeas, todos de cor preta. O resultado deslumbra pela dinâmica e modelo dos animais apresentados!

Fiquei surpreendido com a classe e finura estilizada de alguns dos filhos do Totilas, onde surpreendentemente se percebe com nitidez um toque de puro sangue árabe, na forma como colocam a cauda, a passo, trote, e galope. A pele de alguns destes animais é uma autêntica folha de papel, tal é a finura. A expectativa em ver estes poldros, a seu tempo, desbastados, montados, e a funcionar é tremenda!