O cavalo e a Mitologia

O cavalo e a Mitologia

Pégaso

Pégaso é um cavalo alado muito conhecido na mitologia grega, filho da Medusa e de Poseidon, nasceu quando a sua mãe morreu, também era conhecido como cavalo indomável, pois muitos tentaram domá-lo e falharam, mas Belerofonte com a ajuda da deusa Atena conseguiu domar e montar o cavalo que o ajudou a defrontar a Quimera. Depois da queda de Belerofonte ao tentar chegar ao Olimpo, Zeus ficou com o cavalo e deu-lhe a função de carregar os seus raios, em reconhecimento ao animal, Zeus transformou-o na constelação de Pégaso que ainda pode ser vista.

O cavalo tornou-se num símbolo de criatividade e inspiração e foi o responsável pela criação da Fonte Hipocrene quando morava com as musas inspiradoras. Quem bebesse dessa água, seria inspirado pelas musas a fazer as mais belas realizações artísticas, dando origem à frase “fonte de inspiração”.

Centauro

Centauro

Poucas criaturas dos mitos gregos são tão famosas como os centauros. Parte ser humano e parte equídeo, são diversas as sequências mitológicas em que vão aparecendo. Mas, afinal de contas, de onde nasceram estas estranhas criaturas?

De acordo com a versão mais famosa do mito, numa altura em que os deuses e os seres humanos ainda partilhavam os mesmos espaços, o rei Íxion apaixonou-se pela deusa Hera. Zeus, que tudo sabia, fez uma nuvem em forma da sua esposa. Quando o rei a viu, pensou tratar-se da sua amada e tentou violá-la; foi dessa união pouco natural e muito ilegítima que nasceram os centauros.

Porém, esta não é a única versão do mito. Numa outra, estas criaturas nasceram simplesmente da paixão de um homem chamado Centauro, filho de Íxion e Nefele (i.e. a nuvem do mito anterior), pelas éguas do monte em que vivia. Uma terceira versão, provinda de autores como Palaefato, diz que os centauros nunca existiram – em vez disso, a sua ideia surgiu somente porque tinha existido uma tribo de homens que conduzia os seus cavalos de uma forma tão perfeita que ambas as criaturas pareciam tratar-se de uma só.

Árion

Árion

Muito pouco conhecido na mitologia grega, tal como Pégaso, era um cavalo alado, a diferença é que ele era preto, podia falar, prever o futuro, era mais rápido e mais leve do que o próprio Pégaso, podendo galopar sobre as águas e era imortal.

Unicórnio

Unicórnio

Tenho certeza que muita gente conhece este cavalo, o seu principal destaque é o grande chifre na sua testa, o nome unicórnio significa “um só chifre” (mas que coincidência!).

Eram mansos, mas não seria uma boa ideia tentar domá-los, pois era quase impossível, somente moças virgens e de coração puro podiam montar esses animais, assim virando símbolo de pureza e castidade.

Ele também tinha ligação com a imagem da Virgem Maria, símbolo da pureza. Não se sabe onde a lenda do unicórnio teve início.

Alicórnio

Alicórnio

Não há muita informação sobre o Alicórnio, apenas que é um híbrido de um pégaso e um unicórnio, assim sendo rápido e forte como o pégaso, dócil como o unicórnio e mais difícil de desbastar.

Hipogrifo

Hipogrifo

Se já assistiu a um filme sobre Harry Potter sabe bem o que é um hipogrifo, um animal com o rabo e posteriores de um cavalo e cabeça, torço e patas dianteiras de um Grifo.

Os grifos desprezavam completamente os cavalos, sendo considerado muito raro um hipogrifo nascer. Tornou-se num símbolo de improbabilidade e amor. Este híbrido, diferente do seu parente Grifo era mais fácil de domar.

Hipocampo

Veio da mitologia grega e fenícia, um animal com o dorso de cavalo e cauda de peixe. Assim como Árion, também não era muito conhecido e não tem muita participação nos mitos gregos.  Faziam companhia às nereidas e puxavam a carruagem de Poseidon.

Nas moedas fenícias mostravam o deus Melcarte montado num Hipocampo alado com golfinhos a sua volta.

Kelpies

Kelpie

Na mitologia celta, um kelpie ou cavalo aquático são espíritos malévolos que habitam os córregos e rios escoceses e irlandeses. Eles normalmente assumem a forma de um cavalo robusto – às vezes dito ser preto (embora outras vezes seja descrito com outras cores). Pode ser identificado pela a sua crina estar constantemente molhada e por conter algas. A sua pele é lisa e macia, como de uma foca, mas gelada como um cadáver.

Nas lendas, também eram bem conhecidos por roubar garotas humanas para esposas, as quais nunca mais veriam suas famílias novamente.

Buraque

Buraque

Segundo a religião islâmica, este cavalo foi responsável por transportar o profeta Maomé de Meca para Jerusalém pelos céus. A sua viagem pelo céu é conhecida como a Miraj, e segundo os relatos, terá encontrado vários profetas no percurso que antecedeu o seu contacto com Deus.

De acordo com a tradição islâmica o Buraque é ruço, metade burro, metade mula e com asas.

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