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  25 de Julho de 2014      português       english  

Éguas - retenção placentária

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Dr. Carlos Rosa Santos

Quando um poldro nasce sem complicações, o criador descontrai-se. Mas há um acontecimento adicional com que se deve preocupar - a expulsão da placenta. Não se descontraia demasiado cedo...
A expulsão da placenta marca o fim da terceira e última fase do parto. As contracções do miométrio (músculo uterino) começam na ponta do corno uterino da égua, expelindo as membranas da placenta.
Na verdade, o alantocórion (placenta) inverte-se à medida que "rola" através do útero. Assim, a superfície alantóide ficará na parte de fora da placenta expelida.
Enquanto isto acontece, as éguas podem mostrar sinais de cólicas leves, estar inquietas, deitarem-se e rolarem.



Éguas - retenção placentária


A placenta normalmente é expulsa entre 30 minutos a 3 horas depois do nascimento. Se não for expelida nas três horas seguintes, é considerada uma placenta retida e requer a atenção de um médico veterinário.
Pode haver retenção de toda ou parte da placenta o que ocorre em cerca de 11 por cento das éguas.
As éguas mais velhas (de 15 anos ou mais) retêm a placenta mais frequentemente do que as mais novas. A retenção da placenta tem mais probabilidades de acontecer em éguas de tracção depois de distocias (partos difíceis) gestações prolongadas e cesarianas.
Uma placenta retida pode ocasionar metrite, laminite, septicémia ou mesmo a morte da égua. A metrite aguda e a laminite são mais comuns em éguas de tracção. Se uma égua retém a placenta uma vez é candidata a recidivas da situação em partos subsequentes.
Más condições físicas ou mau meio ambiente poderão aumentar a incidência da retenção de placentas. As éguas que retêm a placenta, usualmente, não têm os sinais normais de pequenas cólicas associadas com a saída da placenta.
Uma placenta protuberante da vulva da égua e tocando-lhe nos curvilhões deverá ser dobrada sobre si própria e amarrada com um cordel. Isto evita que a égua a pise e rasgue deixando pedaços no útero, evitando também que ela se assuste e comece a escoicear, magoando o poldro.
Mesmo uma pequena porção da placenta que fique retida na égua deve ser considerado como um problema que requer atenção. A placenta deve ser examinada cuidadosamente a fim de se determinar se o problema existe ou não. Quando a égua expele a placenta, esta deve ser colocada num saco de lixo, limpo, e metida num frigorifico ou num sitio fresco para o seu veterinário a poder eventualmente examinar.
É importante que haja apenas uma abertura na placenta, aquela através da qual o poldro saiu. Uma segunda abertura é um indício de que um pedaço da placenta poderá ter ficado dentro da égua.
Nunca remova a placenta manualmente porque pode causar um dano permanente no endométrio. A ocitocina, uma hormona que provoca contracções do músculo uterino é muito utilizada pelos médicos veterinários na resolução de retenções placentárias.
Às éguas com distócias, com retenção da placenta por mais de 12 horas com história de laminite pósparto, febre ou corrimentos mal cheirosos, devem ser dados antibióticos e efectuadas lavagens uterinas.
Como as éguas com uma história de retenção da placenta têm todas as probabilidades de repetirem a situação, estas são muitas vezes tratadas com ocitocina imediatamente após o parto.
Deve-se esperar 25 dias antes de cobrir as éguas que tenham tido retenção placentária.
O seu veterinário deve também determinar se a placenta é saudável. Uma placenta não saudável pode apontar para um problema com o poldro recém nascido.

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