Triunfo de Jaime Magarreiro no Raid da Golegã

Triunfo de Jaime Magarreiro no Raid da Golegã

Está de volta a secular Feira de S. Martinho, onde durante uma semana, o largo do Arneiro, na Golegã, será o ponto de encontro para todos os aficionados do mundo equestre, e onde não faltará a água pé e as castanhas assadas próprias da época.

Hoje, a Golegã acordou debaixo de condições climatéricas adversas e foi sob chuva, por vezes intensa, que se realizaram os diversos concursos equestres.

Logo pela manhã teve início o I Concurso Nacional de Resistência Equestre – Promoção e o XXVII Concurso Nacional de Resistência Equestre, provas que contaram com uma participação razoável de cavaleiros. Treze conjuntos disputaram o raid de uma estrela (90km) e sete no raid de promoção (31km).

Na categoria de promoção, a classificação final ficou assim ordenada: 1º Filipe Ramalho (cavalo Top Al Oasis)2:37:37; 2º João Robalo (Saddam) 2:37:44; 3º Túlio de Portugal (M Quebeque Negro) 2:40:27; 4º Patrício Quaresma (Violino) e 5º Nuno Vasco França Miguel (Sudão). Pedro Duarte (Tango) e João Ambrioso (Rute) foram eliminados.

Já o XXVII Concurso Nacional de Resistência Equestre teve como vencedor Jaime Magarreiro (Rispida), que conquistou também o Prémio Melhor Condição Física relativo à sua montada.

Jaime Magarreiro cumpriu o percurso (90kms) dividido em 3 fases, em 4:53:34 a uma velocidade média de 18,39km/h. Em segundo classificou-se João Raposo (Quinza) 4:53:48 e em terceiro António José Rodrigues (Sheyk) 5:21:59. No quarto posto ficou José Pedro Filipe (Sardanisca) 5:32:55 e em quinto, ex-aequo, João Amante (Tamara) e Margarida Soares (Uva) 5:53:24.

Filipe Cacheirinha (Que-Gira), João Mexia de Almeida (Rafia), Rui Monteiro (Desgarrado II), João Susano (Infante), António Moura (Tractor) e Nuno Matos (Quita Casa Velha) foram desclassificados.

JÚRI SATISFEITO

No final das provas, José Miguel Mexia, um dos elementos do júri do Concurso Nacional de Resistência Equestre estava satisfeito com a reacção dos cavaleiros: “Durante toda a prova, os cavaleiros aceitaram as decisões dos juízes e veterinários com grande desportivismo, deixando o júri muito satisfeito”.

Todo o percurso foi redesenhado e constou de três etapas de 30 km, com grelhas veterinárias sedeadas na quinta dos Álamos.

Segundo os cavaleiros, o percurso foi muito exigente devido à instabilidade das condições climatéricas. “Teve de ser percorrido com muita precaução e perícia”, acrescentou José Miguel Mexia.

Ainda sobre o concurso de resistência realizado na Golegã, o membro do júri referiu tratar-se de uma prova importante do calendário nacional e vincou que a Federação Equestre Portuguesa deve angariar apoios para manter esta prova inserida na Feira Nacional do Cavalo. “É importante ter um raid numa feira como esta”, constatou.

Na entrega de prémios que teve lugar no Centro de Estágio da Golegã, José Miguel Mexia deu os parabéns à organização e aplaudiu o esforço de todos os cavaleiros.

A XXXI Feira Nacional do Cavalo – VIII Feira Internacional do Cavalo Lusitano está a decorrer na Golegã, entre 3 a 5 e 8 a 12 de Novembro.

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