Tribunal de Apelo da FEI indefere recurso de Vice-Presidente da FEP contra despromoção

Tribunal de Apelo da FEI indefere recurso de Vice-Presidente da FEP contra despromoção

O Tribunal de Apelo da Federação Equestre Internacional (FEI), sediado em Lausana (Suíça), ratificou, em acórdão datado do dia 6 do corrente mês, a que A BOLA teve acesso e assinado por Harveen Thauli, a despromoção de Oficial de Saltos de Obstáculos de Nível 4 para Nível 3 do português João Vieira de Moura, por falhar uma ação de reciclagem obrigatória a todos, que poderia ser feita online mas que o também vice-presidente da Federação Equestre Portuguesa (FEP) para os Saltos de Obstáculos, João Vieira de Moura, preferiu fazer presencialmente, no último realizada em Janeiro em Praga.

Reza o acórdão, que A BOLA consultou – é público, está no site oficial da FEI…-, que dos 70 examinados presencialmente na reciclagem ocorrida em Janeiro na República Checa, João Vieira Moura foi o único a reprovar no exame de rotina, presencialmente e por escrito. Dada a oportunidade de repetir o teste, no mesmo dia, mas de forma oral, a avaliação, fê-lo… e voltou a chumbar.

Nas suas alegações e no recurso, João Vieira de Moura, representado pela advogada Patrícia Saraiva de Aguilar (da Abreu Advogados) alega dificuldades na tradução, dado não ser fluente em inglês, apenas e mais em francês, mas os argumentos não colheram perante o Tribunal de Apelo da FEI, por sinal também na mesma cidade suíça onde se situa o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS, em francês), instituição para o qual o responsável luso, que por coincidência integra a direcção da FEP liderada por José Elias da Costa – antigo secretário de Estado nos governos de Cavaco Silva – poderá ainda recorrer antes da sentença transitar em julgado, caso o pretenda.

A BOLA contactou João Vieira de Moura e também o presidente da FEP, Elias da Costa, para uma reação sobre o caso que está a abalar os meandros nacionais e internacionais – de alegadas «centenas de candidatos a Oficiais» que, para os quatro níveis, fizeram o exame, o responsável lusitano ter, lê-se no acórdão, alegadamente sido o único a reprovar no teste, não passou despercebido, mas nem é o mais relevante, antes as alegações de ludíbrio por alegada má-fé, por parte do responsável luso, relativamente aos examinadores e organismo internacional, assegurou-nos fonte bem colocada – poderá originar mais uma cisão no seio da federação nacional, onde a direção eleita para o quadriénio 2019/2022 já viu demitirem-se três dos cinco vice-presidentes, e que, no limite, pode até configurar uma crise na FEP. Sem sucesso.

Decisão do Tribunal de Apelo da FEI AQUI