Peste Equina Africana ameaça a Europa

Peste Equina Africana ameaça a Europa

A “Horse Trust”, a mais antiga associação protectora de cavalos na Grã Bretanha, pediu ao Governo britânico que estabelecesse um protocolo com as medidas de acção a tomar na eventualidade de um surto de Peste Equina Africana na Grã Bretanha. Um surto de Peste Equina Africana neste país pode representar o fim das corridas de cavalos, e do desporto equestre em geral, afectando seriamente uma indústria que representa cerca de 6 biliões de euros.

A Peste Equina Africana é uma doença causada por um vírus da família do vírus da língua azul dos ovinos. O vírus atinge o hospedeiro definitivo, neste caso os equinos, através da picada do hospedeiro intermediário, o mosquito do género Culicoides.

As condições climatéricas no continente Europeu não têm sido propícias à propagação do vírus e do mosquito, pelo que a doença, por norma, não ocorre no nosso continente. Contudo, as mudanças climáticas (temperaturas amenas e quentes) no continente Europeu, estão a criar condições para que a doença se propague e chegue à Europa, matando cerca de 90% dos cavalos que sejam infectados com o vírus transportado pelo mosquito (Culicoides spp) e que causa grandes áreas de inchaços no corpo. Em geral a Peste Equina Africana é fatal porque os inchaços fazem pressão sobre as vias respiratórias e impedem o animal de respirar. Não há tratamento e os cavalos afectados são em geral abatidos para não contagiarem outros.

A Peste Equina Africana é uma doença endémica em África, mas vários surtos ocorreram em Espanha (1987-90), Portugal (1989), e no Extremo Oriente. A vacinação é possível mas, apesar de ser utilizada com algum sucesso na Africa do Sul, o produto não está registado na Europa.

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