Daniel Pinto cavaleiro olímpico no CEIA

Daniel Pinto cavaleiro olímpico no CEIA

Daniel Carvalho Pinto, cavaleiro olímpico de Dressage esteve no CEIA a participar no Concurso Nacional que ali decorreu e acedeu em dar a sua opinião sobre o espaço, sobre a disciplina de Dressage e também falar-nos um pouco das suas perspectivas pessoais para o futuro.

Qual a sua opinião sobre este novo espaço?

Antes de mais dar os parabéns, porque na altura que atravessamos, criar uma estrutura destas para o desporto equestre que dá para provas nacionais e internacionais é de louvar. É com muito prazer que cá venho porque tem bons pisos, boxes com qualidade, boas instalações, bom restaurante, bom ambiente e boa organização, o que é de felicitar. Já cá tinha estado, voltei agora e voltarei sempre que puder, pois vai ser um dos sítios escolhidos para praticar e para preparar os meus cavalos. Quem sabe também um dia possamos ter aqui um concurso internacional, o que seria fantástico!

Como é que o Daniel vê o nível da Dressage em Portugal?

Penso que está de boa saúde. A equipa sénior é muito boa e há uma segunda linha que, não fazendo parte dessa equipa agora, dá garantias de poder voltar a lá chegar. Temos cavalos com qualidade, temos bons cavaleiros, apenas nos faltam mais jovens.

Acha que eles se sentem mais atraídos por modalidades mais dinâmicas, por exemplo os obstáculos?

Eu penso que, de uma forma mais abrangente, o problema da Dressage é alguma falta de visibilidade. Penso que as comissões organizadoras e a Federação devem fazer um trabalho conjunto que venha a conceder mais visibilidade à modalidade e isso pode vir a passar, na minha opinião, por ter um sponsor único para a época. Desta forma, fazer com que passem também a haver prémios para os cavaleiros. Numa modalidade em que os juízes ganham dinheiro, as comissões organizadoras trabalham para também ganhar, faltam os cavaleiros. Temos, portanto, que trabalhar no sentido de que no final de uma prova, o cavaleiro tenha menos despesas e graças a isso, possa participar em mais provas, com mais cavalos.

Depois falta alguma visibilidade na imprensa. Somos um povo que gosta de cavalos, que gosta de animais, por isso se houver maior reconhecimento dos jovens na sua actividade vai ser mais fácil de os manter.

O seu cavalo Xelim, está em boa forma?

Está agora melhor. Tem evoluído bem da lesão que sofreu e começa a dar-me garantias que poderemos estar no mundial para o próximo ano.

Cavaleiro olímpico em Sidney e em Pequim, já pensa nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016?

Estou a trabalhar para isso e sinto que tenho cavalos para poder pensar nisso. O Xelim e também o Santurion, cavalo que já ganhou todas as provas em que participou no seu nível e onde vejo grande potencial. Vou iniciar a preparação em 2014 consciente que há outros cavaleiros a tentar o mesmo mas, da mesma maneira que eu tenho consciência da sua qualidade e existência, também eles terão que contar com o meu empenho.

A propósito de Jogos Olímpicos queria referir que o nosso trabalho está agora mais facilitado com o aparecimento do CEIA, um local de alto nível para podermos desenvolver a nossa preparação.

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