Camião de cavalos arrestado pelo fisco

Camião de cavalos arrestado pelo fisco

Os casos dos contribuintes que foram multados ou viram o seu veículo arrestado durante a operação stop do fisco continuam a vir a público. “É uma vergonha, tanta gente a parar por causa disto, mais valia mandarem a dívida para casa e as pessoas pagarem”, reclamou uma contribuinte.

A operação stop fiscal realizada em Alfena, Valongo, na terça-feira terminou com o arresto de vários automóveis e de um camião de transporte de cavalos, por dívidas fiscais.

A RTP apanhou o momento em que o condutor, cujo veículo foi arrestado, retirou dois cavalos do camião. “Vou prende-los aqui em baixo, depois vem outro camião buscá-los”, disse à RTP o condutor identificado como Júlio.

“Eles querem tudo de uma vez. Querem garantias bancárias: 200 e tal mil euros. Como é que eu vou dar garantias?”, segundo este condutor. Em causa, estavam dívidas relacionadas com as auto-estradas SCUT, de acordo com a RTP.

No espaço de cinco horas, entre as 08:00 e as 13 horas, os 20 inspetores da Autoridade Tributária, com a ajuda de 10 guardas da GNR, controlaram um total de três mil matrículas.

Outra condutora apanhada nesta operação, teve de pagar 100 euros de uma dívida relacionada com portagens, depois de ter estado “uma hora e tal” à espera.

“Eles dizem que sim, mas eu não tenho nenhuma dívida às finanças”, começou por dizer à RTP Ana Maria Oliveira.

Mais tarde, depois de ter sido informada pelos inspetores tributários, esta contribuinte contou que estava em causa uma “divida de um carro que já foi abatido em 2014, umas portagens”.

“Já fui às finanças para saber se tinha portagens para pagar, não tinha. Já fui à Ascendi [concessionária de auto-estradas] para saber, não tinha”, contou esta contribuinte.

“Agora apareceu esta [multa]. É uma vergonha, tanta gente a parar por causa disto, mais valia mandarem a dívida para casa e as pessoas pagarem”, reclamou.

Esta operação esteve a cargo da direção-regional da Autoridade Tributária do Porto, segundo a RTP que destacou que a fiscalização já tinha terminado (às 13 horas, conforme planeado) quando chegou a ordem do Governo para terminar a operação.

Fonte: Jornal Económico

Categorias: Notícias, Sociedade