Almeida disponibiliza 15 percursos equestres no concelho

Almeida disponibiliza 15 percursos equestres no concelho

A Câmara Municipal de Almeida e o Picadeiro D’el Rey vão disponibilizar 15 percursos equestres que incluem passagem por locais relacionados com as Invasões Francesas ou por antigos caminhos do contrabando, foi na passada segunda-feira anunciado.

Segundo o presidente da autarquia de Almeida, António José Machado, o Picadeiro D’el Rey, que sempre prestou “serviços ligados ao ensino da equitação, à iniciação e ao contacto com o cavalo, desde o volteio, à sela e à hipoterapia”, vai agora apostar em novos projetos relacionados com a criação de várias “rotas externas”.

“Iniciámos este processo com a rota que estamos a criar na Rede Napoleónica [relacionada com a temática das Invasões Francesas], na ligação de Almeida ao Bussaco, um trabalho com a participação da Comunidade Intermunicipal de Coimbra, com vários municípios a intervirem”, disse António José Machado à agência Lusa.

De acordo com o responsável, o município de Almeida vai desenvolver “outras rotas no concelho, com ligação a várias freguesias”.

“[As rotas] têm sempre momentos altos, com a parte da natureza, da História ou do contrabando, porque também há rotas com essas temáticas”, explicou.

Segundo o autarca, as rotas temáticas que vão ser disponibilizadas aos visitantes vão estar ligadas às rotas de BTT e pedonais já existentes na região e que são dinamizadas pela Associação de Desenvolvimento Regional Territórios do Côa, que tem sede em Almeida.

“Assinámos também um protocolo, recentemente, com a Companhia das Lezírias, para haver a utilização e a transmissão do cavalo Lusitano e a vinda de cavalos da Coudelaria Nacional, para poderem estar no Picadeiro D’el Rey e nós aumentarmos a qualidade dos serviços que prestamos”, disse António José Machado.

O município de Almeida está localizado junto da fronteira com Espanha, no distrito da Guarda.

A vila de Almeida é umas das doze Aldeias Históricas de Portugal.

A antiga praça-forte de Almeida, construída nos séculos XVII e XVIII, é considerada uma “joia” da arquitetura militar abaluartada.

Os municípios de Almeida, Elvas, Marvão e Valença formalizaram, em dezembro de 2019, junto da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a candidatura conjunta das Fortalezas Abaluartadas da Raia a Património Mundial.

Segundo as quatro autarquias envolvidas na candidatura, o seu objeto é “materialmente importante pela extensão e pelos exemplares que a enquadram, é composto pela Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas (já classificada pela UNESCO em 2012) e pelas fortificações abaluartadas de Almeida, Marvão e Valença”.

Categorias: Nacional, Notícias, Sociedade