ALERTA: Ladrões roubaram égua Lusitana da Coudelaria José Cadima

ALERTA: Ladrões roubaram égua Lusitana da Coudelaria José Cadima

Uma égua Lusitana, prenhe, foi roubada na madrugada de domingo (02/03) da coudelaria José Cadima, na localidade de Pontes, na freguesia de Cadima, Cantanhede.

Segundo o proprietário, os ladrões só podem ser “especialistas” e o trabalho foi, «de certeza, encomendado»

O trabalho não podia ser mais “perfeito”. Dois ou três homens com uma roulote atrelada a um veículo, durante a madrugada de domingo, foram a um terreno de pasto da coudelaria José Cadima, localizada na aldeia de Pontes, na freguesia de Cadima, em Cantanhede, e levaram uma égua de raça Lusitana, grávida, cujo valor «é incalculável», disse ontem José Cadima, o criador.

Esta égua, de 17 anos, castanha, estava acompanhada por outra, também prenhe, mais nova, com apenas sete anos, que conseguiu escapar, fugindo quando viu os intrusos a quererem laçá-la.

«De certeza que os ladrões queriam levar a mais nova, mas como reagiu mal não conseguiram. Então, só conseguiram levar a outra», disse, José Cadima, para quem este “trabalho” foi levado a cabo «por especialistas, por gente que conhece bem este meio».

Mesmo assim, conta, a égua roubada «deu bastante luta», pois o terreno do prado (vasto e longo), «está todo espezinhado, com profundas marcas dos cascos do animal, que indicam a força que fez para não ser levada».

Este criador, dono de uma das melhores coudelarias do país, com exportações para França e Espanha, diz que o animal roubado «não tem valor», ou seja, pode custar «uma fortuna nunca inferior a 10 mil euros». Isto sem contar com o facto de a égua estar prenhe e ter capacidade de reprodução até aos 25 anos de idade.

Uma vez que o animal tem o ferro da coudelaria marcado a fogo numa coxa, José Cadima tem uma certeza: «O assalto foi perpetrado por gente do meio ou então por encomenda», sendo que o animal pode ter ido «directamente para Espanha ou para uma zona do interior do país».

Quer isto dizer que, se os larápios tentarem vender o animal em Portugal, o hipotético comprador, através do ferro da coudelaria, «vê logo que se trata de um animal roubado», e pode ser que os ladrões sejam denunciados; caso seja levado para Espanha, então é melhor «perder qualquer esperança de o reaver».

José Cadima, por outro lado, só vê duas hipóteses para este inédito assalto: a égua foi roubada para reprodução com cavalos cruzados «e ficar o resto da vida estabulada por causa da marca», ou então «já está em Espanha».

Mesmo assim, diz, «qualquer criador/negociante de cavalos identifica a minha marca», uma das mais conhecidas no meio, o que leva José Cadima a ter, ainda, algumas esperança na recuperação do animal.

Os assaltantes cortaram o arame que veda o terreno de pasto e, de acordo com o proprietário, terão travado uma luta de longos minutos, «se calhar mais de uma hora», para levar a égua até à roulote estacionada numa estrada de terra batida contígua. Para chegar a esta conclusão, o criador aponta as marcas deixadas no terreno e, por outro lado, a dificuldade que teve, no dia seguinte (domingo pela manhãzinha), para apanhar a outra égua.

O criador participou o roubo à GNR de Cantanhede, que está a diligenciar a competente investigação para apurar a identificação dos assaltantes.

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