Londres 2012: Luciana Diniz num honroso 17º lugar nos Jogos Olímpicos

Londres 2012: Luciana Diniz num honroso 17º lugar nos Jogos Olímpicos

Texto: Margarida Ferreira Neves

Luciana Diniz e Lennox terminaram esta quarta-feira, a final de saltos de obstáculos dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, na 17ª posição, entre os 22 conjuntos que conseguiram um lugar na luta pelas medalhas.

Na primeira mão da prova final, o conjunto português penalizou apenas um ponto por ter excedido o tempo limite, tal como 4 outros conjuntos, (correspondendo à 7ª posição ex-aequo) chegando à segunda mão com hipóteses de lutar por uma medalha. Porém, a cavaleira, que teve o azar de perder um estribo na segunda mão, acabou por somar mais nove pontos, terminando com dez pontos de penalização, descendo assim, na classificação final.

Steve Guerdat da Suíça com Nino des Buissonnets conquistou a medalha de ouro. As medalhas de prata e de bronze só foram entregues depois de uma barrage entre o holandês Gerco Schroder / London, e o irlandês Cian O’Connor, com Blue Lloyd 12. Gerco Schroder com London com um percurso sem faltas no desempate, conquistou a prata e Cian O’Connor com Blue Lloyd 12, que penalizou quatro pontos, ficou com o bronze.

O ouro individual de Steve Guerdat é o primeiro para a Suíça em 88 anos, o último foi do tenente Alphonse Gemeseus com Lucette nos Jogos Olímpicos de Paris (FRA) em 1924. Foi um momento emocionante para Guerdat de 30 anos “Eu e “Nino” fizemos uma grande pausa depois da Taça do Mundo, disputamos apenas quatro provas antes de chegarmos aos Jogos. Pretendia manter o cavalo fresco e confiante”, explicou.Steve Guerdat (SUI), quando lhe perguntaram qual foi o papel que o seu pai Philippe Guerdat (ex-cavaleiro), desempenhou no seu sucesso afirmou “Houve muitas pessoas envolvidas no meu sucesso e o meu pai apesar de já não ser o meu treinador, dá-me o seu incondicional apoio, dia e noite. Está sempre disponível quando eu mais preciso dele.”

Para Schroeder, a medalha de prata é muito oportuna. Representa uma justa recompensa para o homem que comprou o garanhão London de 10 anos há cinco anos atrás. “Desde o início que tive um bom pressentimento com este cavalo, mas não antecipava que fosse ganhar duas medalhas (olímpicas)!”, disse o cavaleiro, que também conquistou a prata por equipas na segunda-feira.

O sucesso de Cian O’Connor é talvez o mais notável de todos, pois foi repescado para a equipa irlandesa à última hora. O seu cavalo Blue Lloyd que pertenceu a Nina Fagerstrom da Finlândia, foi comprado especificamente, para os J.O. de Londres no final de Dezembro passado. “Ele pode não ser grande, mas tem um grande coração e é incrivelmente corajoso. Foram muitos os que questionaram se o cavalo devia estar nestes jogos, penso que ele respondeu a essa questão hoje”, afirmou O’Connor.- 37 conjuntos começaram na primeira mão da final de saltos de obstáculos dos Jogos Olímpicos de Londres.

Em circunstâncias normais apenas 35 teriam ficado apurados, mas, devido à retirada de Casall la Silla, de Rolf-Goran Bengtsson, durante a inspeção veterinária, os três conjuntos que partilharam o 38º lugar participaram: Jose Larocca (Royal Power), Cian O ‘ Connor (Blue Loyd) e Dirk Demeersman (Bufero van het Panishof). – A primeira mão da prova foi composta por 12 obstáculos.- 20 países estiveram representados na final: Argentina, Irlanda, Bélgica, Ucrânia, Suécia, França, Austrália, Portugal, Bélgica, Japão, EUA, Brasil, Alemanha, México, Canadá, Suíça, Grã-Bretanha, Holanda, Arábia Saudita, Colômbia.- Foram 6 os percursos sem faltas na primeira mão.- Dez conjuntos penalizaram na vala de água (obstáculo nº 8). – Um total de 5 éguas, 5 garanhões e 12 castrados competiram na segunda mão. – O lendário cavaleiro canadiano Ian Millar, quando lhe perguntaram, se com 65 anos ele pretende competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, afirmou, “Star Power quer saltar e ele não pode ir sem mim.”

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