Equus-Dux usa os cavalos como personal trainers

Equus-Dux usa os cavalos como personal trainers

Texto: Carla Aguiar

“Quem consegue liderar e comunicar eficazmente com um cavalo também é capaz de liderar pessoas”, diz Franco Pedrazzi, o partner português da Horse Dream International.

O desenvolvimento pessoal e da capacidade de liderança é o centro da actividade da empresa, representada em Portugal pela Equus-Dux -, que usa os cavalos como personal trainers de executivos e funcionários. O conceito já foi testado com sucesso em empresas como a Volkswagen ou o Deutsche Bank, que o implantaram nos seus programas de formação contínua.”Os cavalos ensinam-nos como comunicamos, como somos entendidos e até que ponto somos ou não percepcionados como líderes”, explica o gestor da empresa, que começou a operar em Portugal este ano, no Centro Hípico da Quinta da Marinha. Mas porque precisamos de recorrer aos cavalos para nos indicarem o que também as pessoas nos poderiam dizer? “Primeiro, porque são animais que procuram instintivamente um líder. Depois, porque ao contrário das pessoas, que têm muitos filtros, os cavalos são muito francos, dão-nos um feedback muito rápido e claro sobre os nossos pontos fortes e fracos, pois para eles é indiferente se estão perante um director ou um subordinado”, explica aquele italiano especializado em business coaching. “Ou sabemos comunicar com eles – levando-os a fazer o que queremos que façam, respeitando as suas ‘personalidades’ – ou não, e o próprio modo como o fazemos revela-nos indícios preciosos sobre a nossa personalidade.”

Através de seminários práticos que decorrem num picadeiro ao longo de um dia inteiro, os grupos são orientados para conduzir os equídeos com uma guia pela mão – mas sem os montar – levando-os a contornar vários postes. Importante é reter que “neste conceito de liderança não entra o domínio, mas sim a conquista do respeito e da confiança dos animais, tal como deve acontecer na gestão com as pessoas”, diz o homem que introduziu este método em Portugal.”Não somos nós que ensinamos a liderar, somos apenas facilitadores, os verdadeiros mestres são os cavalos”, observa Franco Pedrazzi, dando como exemplo o ajustamento que tem de se fazer para obter resultados com cada um dos quatro cavalos, todos eles com personalidades diferentes.

Se, por exemplo, o Equus (um macho de 17 anos) precisa de um pulso mais firme, mas de ser tratado com muito respeito, a Quicas não gosta de se sentir muito pressionada, precisando da guia mais solta. Já a Dália, uma “senhora”, de 25 anos, gosta de fazer tudo com tranquilidade e devem ser respeitados os seus limites. “Com os cavalos, como com as pessoas, o importante é conquistar a sua confiança, ser genuíno e respeitar a personalidade e os ritmos de cada um.”Uma personalidade autoritária tenderá a puxar a guia mais curta e a usar maior agressividade. Esse comportamento é depois visionado em DVD e muita gente nem se apercebe do quão autoritária é, ficando a conhecer-se melhor e com a vantagem de poder corrigir-se, observa Franco Pedrazzi.LAZER PASSOU PARA TERRENO DE GESTÃO Os cavalos podem revelar quem tem perfil de líder  e o seu estilo. A Eqqus-Dux chegou a Portugal para treinar profissionais para liderança, desenvolvimento pessoal e trabalho de equipa. Um conceito já testado no mundo inteiro.

O conceito da Horse Dream International nasceu na Alemanha, em 1996, com um casal de executivos do sector das telecomunicações que começou a montar a cavalo como forma de aliviar o stress. Os benefícios sentidos foram tão evidentes na sua vida pessoal e profissional que  Karin e Gerhard Krebs começaram a apefeiçoar um método de de-senvolvimento pessoal com cavalos que hoje em dia já está presente em inúmeros países europeus, mas também na Nova Zelândia, Brasil ou Austrália, através de parceiros locais. Empresas como a Volkswagen ou o Deutsche Bank , depois de testarem o conceito, incluíram-no nos seus programas de formação contínua, quer para gestores de topo quer para departamentos inteiros. Uma extensa lista de multinacionais, mas também o banco controlado pelo português BCP,  Millennium Bank, já experimentou  o modelo de formação.

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