SINAIS
 Legenda: Fotografia nº 2 imagem de uma secção sagital do casco de um cavalo afectado com laminite ilustrando a rotação da falange distal (FD) causada pela rotura do tecido laminar (TL) com consequente separação entre a falange distal e a parede do casco (PIC). Note-se a concavidade (seta amarela) na sola causada pela pressão exercida pela falange distal (estas anomalias são evidenciadas ao comparar esta imagem com a Fig.1). Os sinais de laminite aguda incluem os seguintes sintomas:
- manqueira, especialmente quando o cavalo descree círculos. - calor nos cascos. - aumento de pulso digital. - dor na região da pinça quando se aplica pressão com o alicate de cascos. - andamento hesitante e irregular ("a pisar ovos"). - Posição de "cavalo de baloiço", com as mãos esticadas para a frente, para aliviar a pressão sobre as pinças e os membros posteriores adiantados para suportar mais peso. Os sinais de laminite crónica incluem os seguintes sintomas: - Círculos nas taipas que se tornam mais largos à medida que se afastam da pinça. - Palmas pisadas ou "pisaduras provocadas por pedras". - Linha branca separada da taipa, com o aparecimento de serosidade (bolsas de sangue) e/ou abcessos. - Cavalo palmicheio ou com palma rasa. - Pescoço enfartado e em crista. - Cascos convexos resultantes do crescimento irregular da taipa (os talões crescem mais depressa do que o resto do casco resultando numa aparência de chinelo turco). TRATAMENTO Quanto mais cedo se der início ao tratamento maiores são as possibilidades de recuperação. O tratamento depende de circunstâncias específicas que podem incluir o seguinte: - Diagnóstico e tratamento do problema de base (a laminite é muitas vezes provocada por problemas situados noutras partes do organismo do cavalo). - Restrição alimentar. - Tratamento com óleo mineral, por entubação para limpar o aparelho digestivo, especialmente se o cavalo comeu de mais. - Administrar líquidos se o cavalo estiver doente ou desidratado. - Administrar outros produtos, tais como antibióticos para combater infecções, antiendotoxinas para reduzir a toxicidade bacteriana; anticoagulantes e vasodilatadores para reduzir a pressão sanguínea nos casos (os corticosteróides são contra indicados na laminite porque podem mesmo provocá-la ou exacerbar os casos existentes). - Ter o cavalo em camas macias tais como areia ou fitas (sem ser de nogueira negra), e tentar que o cavalo se deite para reduzir a pressão sobre o tecido laminar fragilizado. - Abrir e drenar qualquer abcesso que possa aparecer. - Cooperação entre o veterinário e o ferrador (as técnicas que podem ser úteis incluem correcção, suporte da ranilha e ferraduras e almofadas ortopédicas). DIAGNÓSTICO A LONGO PRAZO Muitos cavalos afectados por laminite recuperam sem problemas continuando a ser úteis durante longo tempo. Infelizmente, outros sofrem lesões tão graves e irreparáveis que são, por razões humanas eutanasiados. O seu veterinário pode dar-lhe informação sobre o estado do seu cavalo baseando-se em radiografias e na resposta do animal ao tratamento. As radiografias mostrarão até que ponto se deu a rotação da terceira falange. Isto ajudá-lo-á a tomar a decisão que melhor sirva o interesse do cavalo e ajudará o ferrador com a ferração ortopédica.
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