 Alterações climatéricas (ventos de Outono e aumento da nebulosidade) são um factor de risco nos 3 dias seguintes ao seu acontecimento. Os cavalos submetidos a um regime extensivo (pastagem) estão menos sujeitos a crises abdominais. Contudo, o factor de risco mais importante é a modificação do regime alimentar nas duas semanas precedentes. Ao contrário do que se pensa não é a alteração dos concentrados (ração) que é responsável pela grande maioria das cólicas, mas sim a mudança de fenos. Embora este estudo tenha sido feito nos E.U.A podemos concluir que a origem do feno é mais importante do que o tipo de feno. Sabe-se que as modificações do feno provocam variação do pH do conteúdo intestinal, que influenciam a produção de ácidos gordos voláteis e que perturbam o equilíbrio microbiano, tudo factores que podem alterar a motilidade intestinal, conducentes pois ao aparecimento de cólicas. O estudo no qual baseamos este artigo não se debruça sobre a associação dos diferentes factores atrás mencionados. O facto que mais sobressai e que queremos pois realçar é que alterações no feno, com particular relevância para a sua origem, aumenta o risco de cólicas. Este risco aumenta em cerca de 10 vezes. Quando não se pode evitar esta alteração, o animal deve estar sob observação durante 15 dias. Surpreendentemente, a alimentação industrial (rações concentradas) são muito menos "culpadas" do que se julgava até agora no surgimento do síndrome cólica.
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