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| 5 de Fevereiro de 2012 |
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Personalidade do Mês: João Rafael
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João Rafael nesta entrevista exclusiva ao Portal Equisport, conta-nos detalhes sobre a sua infância, os seus íncentivadores, as suas principais referências, os seus melhores e piores momentos no desporto, o seu dia-a-dia e no final, ainda fala sobre os seus gostos pessoais. Saiba um pouco mais sobre este simpático e versátil cavaleiro de equitação de trabalho.
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Fotos: João Rafael com Trigo

EQ: Quando e onde começou a montar? Quem foram os seus primeiros professores? JR : Comecei a montar com 7/8 anos, em casa de meu tio, em Cabanas-Palmela. “Roubava-lhe” uma égua que ele tinha e ia passear para o campo, montando-a em pêlo. Aprendi com a minha intuição. Por volta dos 11/12 anos, comecei a praticar saltos de obstáculos e o meu professor foi o Coronel Araújo. Depois, tive a felicidade de encontrar o meu grande Mestre, Manuel João Calhau, que me permitiu criar todas as bases da Equitação e que ainda hoje me orienta na minha actividade. Mais tarde e numa fase mais avançada, realizei estágios de aperfeiçoamento com Carlos Pinto e Sérgio Martin e agora recentemente com António Borba Monteiro. EQ: Como surgiu a sua relação com o meio equestre e a partir de que momento percebeu que se identificaria tanto com o desporto hípico?
JR : Como referi, desde criança, sentindo desde sempre essa identificação com o meio equestre e o desporto hípico. Os cavalos fazem parte da minha vida. EQ: Quais os motivos que o fizeram interessar-se pela Eq.Trabalho?
JR : O Desporto, a adrenalina e o gosto pela Competição e pelo tipo de provas que a equitação de trabalho envolve, exigindo uma enorme polivalência ao conjunto.
Tambem e condição importante, a convivência e a entreajuda sã, pura e franca entre todos os Praticantes, acompanhantes e a equipa da organização, ao longo das várias provas da época.
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Foto: Sultão de Sónia Matias

EQ: Quais foram os seus principais incentivadores no início e como essas pessoas o influenciaram ou influenciam até hoje? JR : No inicio da minha actividade, na prática da Equitação e ainda hoje, o responsável pelo meu desenvolvimento foi e é o Mestre Manuel João.
Na Equitação de Trabalho, a Casa do Olival, que não hesitou em apoiar-me e colocar nas minhas mãos um cavalo com as qualidades e aptidões do TRIGO.
EQ: Qual foi o seu primeiro resultado que o marcou? Conte como foi.
JR : O meu 1º resultado que me marcou, não foi Desportivo, mas “apenas”, quando percebi o que era na realidade a Equitação e o verdadeiro sentir da arte de montar.
Foi a transição dos Saltos para o Desbaste e Ensino do Cavalo.
E aqui nesta fase, o começo da preparação de cavalos para Toureio e a enorme felicidade, de depois os ver entrar e lidar em plena arena.
Como resultado desportivo, verdadeiramente marcante, na Equitação de Trabalho, relevo a desclassificação que sofri na jornada de Évora, do CNET de 2009, quando sofri uma queda, no salto em altura, da prova de Velocidade.
Mas graças a Deus, depois, com muito trabalho e com a total confiança e apoio, que me continuou a ser dado, vieram os bons resultados. EQ: Quais foram os seus primeiros cavalos e como é que eles o ajudaram no início da carreira? O que representaram eles para si?
JR : O Labirinto, o Sultão, o Tequilha e o Quadrado, que preparei para o Toureio e que foram à Praça com Luis Rouxinol, Sónia Matias, Duarte Pinto e Rui Fernandes e posteriormente João Moura.
Na Equitação de Trabalho, o PSL de nome TRIGO. Com as suas qualidades, incentivaram-me ainda a fazer mais e melhor.
EQ: Acha que os Lusitanos são os mais indicados para este desporto e porquê?
JR : O Cavalo Lusitano, é o mais completo e que pelo seu temperamento (nobre, generoso, ardente, dócil e sofredor), elevada capacidade de concentração, grande coragem e agilidade e enorme entusiasmo no trabalho, é de facto o que melhor se adapta a esta prática.
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EQ: Como é o seu dia-a-dia actualmente?
JR : A montar a cavalo, de manhã à noite. EQ: Quais os cavalos que monta actualmente? Desses cavalos, em qual apostaria mais e por quê?
JR : Dos mais de 25 cavalos que monto actualmente, considero-os todos com qualidade, apesar de possuírem e demonstrarem aptidões e características diferentes.
Posso destacar o Bogotá, criação e propriedade do Dr. José Correia Leite, vocacionado para a Dressage ; o Bombita, criação do Arq.to Arsénio Raposo Cordeiro e propriedade da Q.ta da Paz, com aptidão para o Toureio ; o Cartier, criação e propriedade do Eng Inácio Ramos, vocacionado para o Toureio e Equitação de Trabalho ; o Xisto, criação de Mário Vinhas e propriedade de Rui Fernandes, um cavalo toureiro; e por fim o Trigo, criação do Dr. Pedro Ferraz da Costa e propriedade da Casa do Olival / Eng Augusto Norberto, com aptidão para a Equitação de Trabalho e Toureio, mas que o seu proprietário reserva apenas para a competição naquela modalidade equestre e para a reprodução, pondo de parte qualquer possibilidade de ir à arena. E que grande cavalo de touros seria.
Do Trigo já trabalho um dos seus filhos, o Babalu do Olival, o qual já demonstra muito interessantes aptidões e que em breve vai aí aparecer a trabalhar e a mostrar as suas qualidades.
E curioso, os genes transmitem-se e já aí está um outro filho do Trigo, o Escudeiro do Olival e que, ou muito me engano ou vamos ali ter CAVALO. EQ: Quantas vezes por semana e horas treina os cavalos? Que tipo de trabalho de base executa?
JR : Todos os dias e durante todo o dia, de manhã à noite. Trabalho de descontracção e andar para a frente. EQ: Qual a intensidade de treino necessário para se chegar ao nível de Consagrados?
JR : Muito e diário, mas sem exagero. EQ: Quantos cavalos treinados por si estão a competir actualmente?
JR : No toureio vários, alguns deles já referidos, na Dressage o Neptuno e na Equitação de Trabalho o Trigo.
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 EQ: Parece-lhe que em Portugal a disciplina de Equitação de Trabalho deveria ser mais popular?
JR : Entendo que sim, pois reúne todas as condições para atrair muito mais público às suas provas, assim como novos e mais praticantes.
Atendendo às características do Cavalo Lusitano, poderá vir a ser uma modalidade bem enraizada e divulgada em Portugal.
EQ: Que sugestões dá para que a modalidade seja mais popular?
JR : Incrementar a sua divulgação através dos diversos órgãos de comunicação, garantir a realização das provas em locais adequados e seguros para os praticantes e publico, promovendo a realização das provas em horários adequados a atrair o publico. E hoje em dia, condição fundamental, obter mais apoios à realização das provas. EQ: Quais são os seus objectivos traçados para o futuro? Sente que está no caminho certo para atingi-los?
JR : Continuar a prática actual, de dedicação, treino e trabalho e atingir o máximo possível, com os apoios de que disponho actualmente. E que Deus nos ajude ! EQ: Qual é o seu conselho para um jovem praticante de EQ.Trabalho?
JR : Trabalho e humildade. PERFIL • Nome: João Duarte Rafael
• Data de Nascimento: 24.02.1983
• Local de Nascimento: Setubal
• Se não fosse cavaleiro, seria? Cavaleiro
• Um ídolo: Mestre Manuel João Calhau
• Um passatempo: Montar a cavalo e Caça
• Signo: Peixes
• Uma qualidade: Humildade
• Um defeito: Teimosia
• Um livro: Papillon
• Um filme: O Gladiador
• Uma actriz: Meg Ryan
• Um actor: Tom Cruise
• Um estilo de música: Fado
• Um carro: Mercedes
• A sua equipa: Só podia ser uma, Benfica !
• Um lugar que gostaria de conhecer: Espaço
• Uma comida preferida: Bacalhau
• Uma mania: Roer as unhas.
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