Tóquio 2020: FEI aprova alterações às regras das modalidades olímpicas

Tóquio 2020: FEI aprova alterações às regras das modalidades olímpicas

 

A Assembleia Geral da FEI aprovou esta terça-feira (22/11), alterações das regras para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020. A aprovação final passará pelo Comité Olímpico Internacional em 2017. As novas propostas incluem a redução do número de atletas nas equipas nacionais para três, eliminando a possibilidade do descarte do pior resultado. Porém, o conjunto reserva continuará a existir e será um elemento chave para assegurar o bem-estar dos cavalos.

Apenas 11 Federações Nacionais, das 107 representadas, votaram contra a proposta: Albânia, Bulgária, França, Alemanha, Letónia, Luxemburgo, Mónaco, Nova Zelândia, Holanda, Roménia e Suíça. A aprovação das propostas específicas para cada uma das modalidades olímpicas – Dressage, Concurso Completo e Saltos de Obstáculos – foi unânime a favor.

Esta foi uma votação importante para o futuro do nosso desporto, se quisermos melhorar a visão universal de acordo com as recomendações da Agenda Olímpica 2020″, declarou o Presidente da FEI Ingmar de Vos após a votação. “É importante aumentar o número de países participantes nos Jogos Olímpicos, sem exceder a quota actual de 200 conjuntos. Reduzindo o número de membros de cada equipa para três por país foi provavelmente a única maneira de aumentar o número de países participantes. É claro que isso agora carece da aprovação do COI, mas abre a porta a países que antes só podiam sonhar com uma participação olímpica”, afirmou de Vos. “Algumas Federações Nacionais não concordaram com a proposta, mas isso é parte do processo democrático. Agora temos que trabalhar em conjunto para que isto funcione.”

Confira as alterações propostas para cada modalidade:

SALTOS DE OBSTÁCULOS

  • Equipas de três conjuntos (cavalo/cavaleiro) por país, mais um conjunto reserva, sem descartar o pior resultado.
  • 20 Equipas (60 conjuntos)
  • 15 Vagas para nações não qualificadas por equipas (máximo de um conjunto por país)
  • A prova individual realiza-se primeiro do que a prova por equipas
  • Cutt-off score: A pontuação máxima para o apuramento será estipulada nos Regulamentos Olímpicos.
  • A penalização exacta para os conjuntos eliminados ou que não terminem o percurso por qualquer motivo será estipulado nos Regulamentos Olímpicos.

DRESSAGE

  • Equipas de três conjuntos (cavalo/cavaleiro) por país, sem descarte.
  • Cada equipa qualificada poderá ter um conjunto ou um cavalo de reserva.
  • Um conjunto por país não qualificado por equipas.
  • As medalhas por equipas serão atribuídas apenas através dos resultados do Grande Prémio Especial (deixa de existir a soma dos resultados do Grand Prémio e G.P. Especial)
  • Introdução do novo sistema de “grupos” (heat system) incluindo os perdedores (“lucky losers”) para o Grande Prémio: Ficam apurados 18 conjuntos individuais do G.P. para o G.P. Freestyle, i.e. os dois melhores de cada um dos seis grupos, mais os seguintes seis dos resultados finais.
  • As 8 melhores equipas do Grand Prix (24 conjuntos) ficam apurados para o Grande Prémio Especial.
  • Introdução de um novo sistema de ordens de entrada do Grande Prémio.
  • O Grande Prémio Especial terá apresentações com música.

CONCURSO COMPLETO

  • Equipas de três conjuntos por país, sem descartar o pior resultado.
  • Será permitido um conjunto reserva por equipa. O conjunto reserva será um elemento chave para assegurar o bem-estar dos cavalos. Se o conjunto reserva for substituído, a equipa sofre uma penalização. A penalidade exacta será determinada nos Regulamentos Olímpicos.
  • Máximo de dois conjuntos individuais por país que não seja representado por uma equipa
  • A ordem das provas será mantida (1º Dressage, 2º Cross Country, 3º Saltos por equipas, 4º Saltos individual)
  • As provas de CCE vão realizar-se em três dias (as provas de ensino realizam-se todas num só dia)
  • O nível técnico das três provas passa a ser definido como “Nível Olímpico”: Dressage e Saltos 4*; Cross Country – 10 minutos de duração, 45 esforços, e dificuldade técnica 3*.
  • A qualificação dos conjuntos deve ser alcançada no mesmo nível técnico do cross country para assegurar as recomendações do “FEI Independent Audit in Eventing”
  • Classificação por equipas: qualquer conjunto que não completar uma prova poderá competir na prova seguinte, se passar na Inspecção Veterinária.
  • Classificação por equipas: penalização por não completar uma prova independentemente da razão:
    Dressage = 100 pontos; Cross Country = 150 pontos; Saltos = 100 pontos
  • As regras para a disputa individual permanecem inalteradas

PARADRESSAGE

  • Times de três conjuntos (cavalo/cavaleiro) por país, sem descarte
  • Cada equipa qualificada poderá levar quatro conjuntos, dos quais três terão que ser indicados como membros da equipa após as participações individuais e todos competem individualmente
  • Máximo de dois conjuntos individuais por país, não representado por uma equipa
  • As medalhas por equipas serão determinadas através do resultado da prova por equipas (deixa de ser a soma dos resultados das provas individuais e por equipas)
  • Os 8 melhores conjuntos individuais de cada grau qualificam-se para a prova Freestyle
  • Ordem das provas: prova individual, prova por equipas, Freestyle
  • A prova por equipas terá apresentações com músicaFonte: FEI