Encerrona de Morante em corrida Goyesca no Campo Pequeno

Encerrona de Morante em corrida Goyesca no Campo Pequeno

A “Corrida Goyesca” propõe-se reconduzir-nos ao século XVIII espanhol, retratado pelo Pintor Francisco Goya y Lucientes (1746-1828) nas 33 gravuras a água-forte que ficaram conhecidas como “La Tauromaquia de Goya”.

Através dos trajes e de algumas sortes do toureio recuamos assim até aos anos da transição do século XVIII para o século XIX, quando se começam a fixar as regras da lide e a fundamentar-se a plástica da intervenção do artista. No fundo, o estabelecimento das bases lógicas, éticas e estéticas hão-de conduzir à expressão actual do toureio.

Nas gravuras de “La Tauromaquia de Goya” identificam-se várias sortes tanto de toureio a cavalo, como de toureio a pé, umas que prevaleceram e outras que caíram em desuso. Todavia, a gravura do “Saltador da Garrocha”, que apenas se vê neste tipo de corridas, permanece como a sorte mais emblemática, pelo vigor e beleza que homem e toiro lhe emprestam. É, por si só, o ícone, a imagem de marca, da Corrida Goyesca e que esta noite será executada por Raul Ramírez.

Nesta noite, o Matador de Toiros José António “Morante de la Puebla” lidará quatro toiros de Zalduendo.

Mas, porque na alma espanhola toiros e flamenco estão amiúde de “braço dado”, a corrida contará com a participação do “Cantaor Flamenco” Diego El Cigala, que abrilhantará, com o duende, com o “embrujo” da sua voz, várias fases das actuações de “Morante de la Puebla”.

O Campo Pequeno tem assim a honra de apresentar aos aficionados e ao grande público um espectáculo inédito por combinar entre si duas expressões artísticas do mais profundo significado – a tauromaquia e o cante flamenco – servida por dois dos seus maiores expoentes de sempre!

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