Dermatite estival reincidente (DER)

Dermatite estival reincidente (DER)

 

Pesadelo de cavalos e cavaleiros, a DER é um problema que afecta cavalos nos 5 continentes – Europa, América, África, Ásia e Oceânia.

Trata-se de uma doença da pele (dermatite) causada pela picada de mosquitos. A picada do mosquito inicia uma reacção alérgica que produz sinais severos de inflamação na pele.

Os sintomas aparecem quando as condições climatéricas permitem a actividade dos insectos hematófagos (mosquitos) que provocam o problema.

O primeiro sintoma é uma comichão intensa; o cavalo coça-se em tudo o que encontra, com a boca e com os cascos o que provoca lesões cutâneas, queda de pêlo, engrossamento da pele e formação de crostas e úlceras que por sua vez dão azo a infecções bacterianas que provocam mais prurido e atraem mais insectos. Rapidamente o animal entra num círculo vicioso de que não consegue livrar-se, chegando a infligir a si próprio lesões gravíssimas. Quando surgem os primeiros sintomas é necessário aprofundar a sua causa uma vez que as reacções alérgicas alimentares podem ser muito idênticas mas é óbvio que têm tratamento bem diferente.

As investigações feitas sobre o problema indicam que a predisposição para esta situação podem ser genéticas. De facto, é vulgar que numa manada exposta aos insectos, nem todos os cavalos sejam afectados.

O tratamento começa por afastar o animal da fonte do problema: evitar que o cavalo permaneça no campo durante as horas de maior actividade dos mosquitos que coincidem com o princípio da manhã e fim de tarde – i.e. entre as 5 e 10 horas e entre as 17 e 23 horas, proteger o cavalo com produtos repelentes de insectos, mudar o cavalo para um campo mais seco e mais sujeito a ventos: uma vez que os mosquitos vivem em zonas de águas paradas, tais como lagos ou pântanos, e não sobrevivem se forem afastados grandes distâncias pelo o vento.

Os tratamentos tópicos são muito importantes, tanto do ponto de vista anti-séptico como para proteger as lesões dos ataques repetidos dos insectos. As lavagens com um champô apropriado devem ser sistemáticas. O óleo de fígado de bacalhau aplicado em pequena quantidade com a ponta do dedo na zona à volta dos olhos ajuda a evitar o amontoamento de moscas. Existem também loções anti-sépticas com insecticida próprias para rehidratar a pele e amolecer as crostas, que devem ser aplicadas todos os dias. (durante 2 a 4 semanas) e depois 2 ou 3 vezes por semana quando se começarem a ver melhoras.

Em casos graves o veterinário poderá recomendar a utilização de corticosteróides, anti-histamínicos e/ou antibióticos. A utilização prolongada de corticosteróides sobre a pele pode provocar uma atrofia da mesma.

Para evitar estas situações existem no mercado insecticidas apropriados sob a forma de spray e gel para aplicar, nas zonas mais visadas pelos insectos, antes do cavalo ir para o campo

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