Atrelagens: Problemas no Motor

Atrelagens: Problemas no Motor

 

As diferentes modalidades solicitam respostas diferentes no cavalo em termos de temperamento, conformação, andamentos e variações de movimento.

Na atrelagem, o cavalo tem de “puxar” um volume de modelo e peso variável. A conformação do animal dita até certo ponto o tipo de veículo que devemos utilizar.

A forma como um cavalo puxa a sua carga é muito semelhante para todos, embora como é óbvio, a força necessária para a deslocar depende da força e do poder do animal, relativamente ao peso e à maneabilidade do carro. Antes de indicarmos, quais as áreas do corpo, que são mais afectadas no cavalo, é importante notar os factores que aumentam as possibilidades de lesão neste tipo de cavalo:

1. Um veículo pesado para o tipo de cavalo utilizado.

2. Terreno desnivelado, o que faz com que o cavalo não consiga manter uma tensão constante.

3. Um condutor que interfira desnecessariamente com o/os cavalos.

4. Uma carga desequilibrada.

Além disso, se estivermos a falar de uma parelha ou mais e um dos cavalos não puxar numa linha direita, o equilíbrio de todo o conjunto é alterado e as forças a que os animais estão sujeitos são exacerbadas e assimetricamente distribuídas pelos músculos utilizados

Nesta modalidade as áreas do corpo mais afectadas são as seguintes:

1. A nunca, o pescoço e o garrote: Os músculos direitos e oblíquos da cabeça: O braquiocefálico, o serratus, o rombóide e o trapezius.

2. As espáduas – Novamente o braquiocefálico e o trapezius bem assim como o latissímus dorsi e os peitorais.

3. O braço – O músculo biceps brachii e o brachialis, o triceps brachii, o externo radial e o carpo.

4. Zona lombar – O músculo trapezius, o latissímus dorsi, o erector spinae e os glúteos mediais.

5. Os posteriores – Os músculos glúteos mediais e os superficiais, os biceps femorais e o semitendinoso.

Também podem ser afectados os gastrocnemius, que correm na zona posterior das pernas e o extensor digital à sua frente.

Estes pontos devem ser usados somente como indicadores de zonas com maior probabilidade de ocorrência de lesões.

A massagem destas áreas serve não só para se detectarem os chamados focos “quentes”, mas também para os resolver.

Categorias: Artigos, Veterinária
Tags: Veterináira