A evolução das corridas de cavalos

A evolução das corridas de cavalos

Não se pode falar de corridas de cavalos sem recuar no tempo até as civilizações antigas. Os registos arqueológicos indicam que as corridas de cavalos remontam à Grécia Antiga, Babilónia, Síria e ao Egipto.

A corrida de carruagens era um dos desportos mais conhecidos e popular da Grécia Antiga, dos Romanos e dos Bizantinos. Em 648 A.C., as corridas de carruagens e de cavalos eram desportos nas antigas Olimpíadas gregas. Apesar do perigo das corridas de carruagens, onde tanto o condutor como o cavalo sofriam frequentemente graves lesões e por vezes até a morte, não deixava de ser um desporto bastante popular.

No Império Romano, as corridas de carruagem e as corridas montadas a cavalo eram uma indústria bastante rentável. Outro tipo de corrida bastante popular era a de 15 a 20 cavalos não montados que corriam a rua “Via del Corso”, uma rua comprida e estreita, em dois minutos e meio, aproximadamente.

Mas as verdadeiras origens das corridas de cavalo dos dias de hoje tiveram início quando o cavalo árabe foi introduzido em Inglaterra durante e após as Cruzadas. Quando cruzaram o cavalo árabe com a raça europeia, originaram um cavalo rápido e veloz, mas com uma grande resistência – o puro sangue inglês.

Nos primórdios das corridas de cavalo europeias, este era um desporto reservado apenas à nobreza e à classe real. Os plebeus podiam participar apenas como espectadores.

Os desportos equestres entretinham a população e demonstravam a perícia aperfeiçoada e necessária em cenários de batalha. Os vários tipos de competição, as competências exigentes e especializadas, tanto por parte do cavalo como do cavaleiro, levou à criação de raças especializadas e de equipamento para cada tipo de desporto.

A popularidade dos desportos equestres ao longo dos séculos levou à preservação e evolução de determinadas capacidades, que de outra forma desapareceriam depois dos cavalos terem deixado de ser usados para o combate.

As corridas de cavalos estavam de tal forma na moda, que facilmente extrapolaram para outras áreas. E aí, em 1887, o inglês William Oliver desenvolveu um jogo que imitava as corridas de cavalos reais. Toda a gente queria participar de uma maneira ou de outra neste desporto.

Com o evoluir dos tempos e da própria modalidade, as corridas de cavalo tornaram-se num desporto organizado, regulamentado e tornou-se uma prática profissional. Agora já não era uma actividade associada apenas à realeza e às classes mais nobres.

Hoje em dia, a corrida de cavalos está dividida em várias categorias, satisfazendo o gosto variado dos seus espectadores, como da especialidade de cada cavaleiro e de cada cavalo. Seja uma corrida Flat – uma corrida em pista de linha recta ou de circuito sem qualquer tipo de obstáculos, ou uma corrida Jumping – uma corrida com obstáculos normais ou variados, existem vários factores que podem ditar o destino de uma corrida. Para além do próprio cavalo e do cavaleiro, há que ter em conta os tipos de piso, como por exemplo o de relva e o sintético.

Uma vertente bastante popular nas corridas de cavalos é a das apostas. Para além do amor ao desporto, muitas pessoas vivem o sonho de um dia acertarem no cavalo vencedor. Apesar de a maioria preferir apostar em cavalos “seguros” com um historial de vitórias e de linhagem, existem casos de vitórias improváveis de cavalos que estavam longe de serem os favoritos para ganharem o primeiro lugar, como é o caso do cavalo Foinavon. E são estas raras histórias que alimentam a esperança de um dia a nossa fortuna poder mudar também.

Categorias: Actualidade, Artigos